- Cerca de 14% da população global vive com ao menos um transtorno mental, o que corresponde a mais de 1 bilhão de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde.
- Transtornos mentais, em especial os depressivos, são uma das principais causas de incapacidade, afetando a longevidade saudável.
- A prática de atividade física e a redução do sedentarismo estão associadas à prevenção de transtornos mentais e à melhoria da saúde física, com benefícios mesmo em atividades simples de lazer.
- Tempo elevado em comportamento sedentário mentalmente passivo aumenta o risco de transtornos mentais; comportamentos mentalmente ativos podem ser protetivos contra demência e depressão.
- Políticas públicas devem ampliar programas existentes (eMulti, CAPS, Academia da Saúde), incluir profissionais de educação física e reduzir desigualdades para ampliar o acesso aos benefícios da atividade física.
Cerca de 14% da população global vive com ao menos um transtorno mental, segundo a OMS, o que soma mais de 1 bilhão de pessoas. Os transtornos, especialmente os depressivos, são causas relevantes de incapacidade e afetam a longevidade saudável. A prática de atividade física aparece como estratégia de prevenção e manejo.
Estudos apontam que atividades físicas reduzem riscos de depressão, ansiedade, demência e psicose, além de diminuir o isolamento social. Benefícios aparecem mesmo com modalidades simples e de curto período de prática, especialmente quando associadas à redução do sedentarismo.
Para ampliar o impacto, destacam-se políticas que aumentem o acesso a atividades físicas na atenção primária e na saúde mental. Programas como eMulti, CAPS e Academia da Saúde são citados como caminhos para reduzir desigualdades e ampliar benefícios à população.
Políticas públicas e programas
A proposta é ampliar a atuação de profissionais de educação física nesses programas e ampliar a cobertura das iniciativas existentes. A ideia é promover prática regular de atividade física, com foco em grupos vulneráveis, para saúde mental e física.
O objetivo é articular ações entre saúde, esporte e educação, fortalecendo a prevenção de transtornos mentais em larga escala. Medidas visam reduzir o tempo sedentário e incentivar atividades lúdicas e de lazer com benefício comprovado.
Desdobramentos e impactos
Especialistas ressaltam a necessidade de implementação regional e monitoramento de resultados. Desigualdades sociais persistem como entrave ao acesso igualitário aos benefícios da atividade física e da saúde mental.
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