- Estudo publicado na Nature Climate Change aponta que os Alpes europeus chegam ao pico de extinção das geleiras em oito anos, com mais de 100 sumindo permanentemente até 2033.
- No oeste dos Estados Unidos e no Canadá, o pico de perdas deve ocorrer cerca de uma década depois, com mais de 800 geleiras desaparecendo a cada ano nessa fase.
- A análise de mais de 200 mil geleiras mostra quedas históricas até 2100, com cerca de 80% delas sumindo ao longo do século.
- Cenários com aquecimento de 2,7 °C acima dos níveis pré-industriais chegam a quase 3.000 geleiras deliberadas a desaparecer por ano em 2040; com 1,5 °C, o ritmo fica em cerca de 2.000 por ano.
- A pesquisa ressalta que milhões dependem da água proveniente de geleiras e enfatiza a necessidade de adaptação, já que eventos de luto por geleiras já ocorrem em várias regiões.
O estudo, publicado na Nature Climate Change, projeta pico de extinção de geleiras para oito anos a partir de agora nas Alpes europeias, com mais de 100 geleiras a desaparecem permanentemente até 2033. Na região oeste dos EUA e Canadá, o período de maior perda ocorre menos de uma década depois, com mais de 800 geleiras sumindo por ano nessa fase.
Os pesquisadores analisaram dados de cerca de 200 mil geleiras, mapeadas a partir de imagens de satélite, para entender o destino das formações em diferentes cenários de aquecimento. A investigação aponta que a taxa de derretimento tende a acelerar conforme as emissões continuam altas.
Resultados principais
Em toda a Europa Central, as geleiras podem encolher até 87% até 2100, sob limite de aquecimento de 1,5°C, chegando a 97% se o aquecimento chegar a 2,7°C. Nos EUA, Canadá e Alaska, estima-se que aproximadamente 70% das geleiras atuais desapareçam sob 1,5°C e mais de 90% sob 2,7°C.
O estudo também aponta perda relevante em outras regiões, como Caucásia e Andes do sul, com impactos no abastecimento de água, na hidrologia e no turismo. Glaciares maiores costumam demorar mais para derreter, mas a tendência continua além de 2100.
Os autores destacam que os picos de perda representam marcos com implicações para ecossistemas, recursos hídricos e patrimônio cultural. Milhares de pessoas dependem de água de origem glacial para consumo e agricultura, especialmente em regiões montanhosas.
Contexto e implicações
A pesquisa indica que cerca de 2 bilhões de pessoas dependem de água proveniente de geleiras para abastecimento e alimento. Além do impacto ambiental, há questões de adaptação para comunidades que dependem dessas fontes de água e de turismo.
Casos históricos de funerais a geleiras perdidas foram mencionados pelos autores, que ressaltam a importância de ações para reduzir emissões. Técnicas de adaptação vão desde mudanças na agricultura até possíveis geleiras artificiais em pesquisa.
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