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PF investiga troca de carinho entre Bacellar e desembargador

Operação da PF, baseada em mensagens entre Bacellar e Macário, leva à prisão de Bacellar, uso de tornozeleira e votação pela soltura na Alerj

Desembargador preso pela PF é a 1ª vítima do celular de Bacellar
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  • Decisão do STF, embasada pela operação desta semana, aponta mensagens entre o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e o desembargador Macário Júdice Neto com tom de afeto e lealdade, sugerindo alinhamento para obstruir investigações.
  • Bacellar foi preso pela Polícia Federal em 3 de dezembro, dentro da superintendência da PF no Rio de Janeiro, com apreensão de R$ 90 mil.
  • Em 8 de dezembro, parlamentares da Alerj votaram pela soltura de Bacellar, com 42 votos a favor e 21 contra.
  • Em 9 de dezembro, o ministro Alexandre de Moraes revogou a prisão e determinou medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
  • Bacellar licenciou-se da Alerj em 10 de dezembro; defesa de Macário contesta a decisão e promete requerer soltura imediata.

O STF, por meio do ministro Alexandre de Moraes, fundamentou a decisão que embasou a operação de hoje, que investiga supostas articulações para obstruir investigações e favorecer aliados. As mensagens entre Rodrigo Bacellar e Macário Júdice Neto aparecem como elemento central na apuração, envolvendo tom de afeto e lealdade que chamam atenção da PF.

Segundo a investigação, o vínculo pessoal entre o presidente da Alerj e o desembargador federal seria utilizado para facilitar encaminhamentos e favores. Trechos das comunicações indicam confiança mútua e disposição de agir em conjunto, o que sustenta a hipótese de atuação coordenada.

Desdobramentos do caso

Bacellar foi preso pela PF em 3 de dezembro na sede da instituição, com a apreensão de R$ 90 mil no veículo dele. Em 8 de dezembro, a Alerj votou pela soltura do então presidente em sessão plenária, com maioria de 42 a favor e 21 contrários.

No dia seguinte, Moraes revogou a prisão e determinou o cumprimento de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão também estipulou que Bacellar permanecesse afastado de suas funções, autorizando licenças para tratar de assuntos particulares.

Entre as medidas impostas, Bacellar licenciou-se da Alerj em 10 de dezembro, comunicando afastamento por prazo de 10 dias. A previsão é retornar ao cargo após o período definido pela licença.

Defesa e próximos passos

A defesa de Macário Júdice Neto contesta a decisão e promete requerer soltura imediata, alegando falhas no atingimento da defesa adequada. Os advogados afirmam que não houve cópia da decisão que decretou a prisão, o que, segundo eles, prejudica o contraditório e a ampla defesa.

A PF reiterou que as mensagens de afeto entre Bacellar e Macário não comprovam apenas uma relação de amizade, mas indicam possível alinhamento para interferir em investigações e proteger aliados políticos e do crime organizado. As investigações continuam em andamento.

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