- Lula pediu aos governos da França e da Itália que assinem o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, com reunião prevista para ocorrer em Foz do Iguaçu.
- O presidente afirmou que Macron está relutante por receio de perder competitividade em produtos agrícolas, enquanto o Brasil diz ter qualidades diferentes e que cede mais do que a França.
- O Parlamento Europeu aprovou mecanismos de salvaguarda para importações agrícolas ligados ao acordo, fortalecendo o caminho para a assinatura.
- As negociações recomeçam nesta quarta-feira, com o Conselho europeu marcado para se reunir nos dias 18 e 19, e a expectativa de votação ainda nesta semana.
- Se o acordo for aprovado, Ursula von der Leyen pode viajar à Cúpula do Mercosul para assinar o pacto, prevista para o sábado em Foz do Iguaçu.
O presidente Lula cobrou aos governos da França e da Itália a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Ele disse que pretende tratar do tema numa reunião da Unasul com participação da União Europeia, prevista para acontecer em Foz do Iguaçu, durante o fim de semana.
Segundo Lula, a União Europeia está disposta a avançar, mas o presidente francês, Emmanuel Macron, tem relutância por receio de perda de competitividade de produtos agrícolas. O Brasil sustenta que a diferença entre os setores é positiva para o país e que há espaço para equilíbrio entre as demandas.
O Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira, mecanismos de salvaguarda para importações agrícolas ligados ao acordo, um passo importante para a assinatura do pacto, negociado há 26 anos. As salvaguardas, porém, são mais rígidas do que a proposta original da Comissão Europeia.
As negociações entre blocos devem começar já diante das salvaguardas. O Conselho da UE realizará reuniões nos dias 18 e 19 deste mês, com a expectativa de votação ainda nesta semana. Se aprovada, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pode viajar à Cúpula do Mercosul para formalizar o acordo.
A cúpula acontece no sábado (20), em Foz do Iguaçu, no Brasil, com a participação prevista de líderes e representantes dos dois blocos. O objetivo é selar um acordo que favoreça o comércio entre o Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e os países da União Europeia, alinhando retratos econômicos de ambos os lados.
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