- Durigan afirmou acreditar que Jaques Wagner vai se explicar e se defender após a operação da Polícia Federal.
- A PF cumpre mandados de busca e apreensão contra Wagner na nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master, o dono Daniel Vorcaro e o ex-sócio Augusto Lima.
- A investigação aponta suspeita de que Wagner recebeu imóvel e pagamento de propina, por meio de uma empresa ligada a um familiar, para ocultar vantagens no contexto das fraudes apuradas.
- Wagner foi governador da Bahia entre 2007 e 2014, período em que criou o Credcesta, sistema de crédito para servidores ligado à Cesta do Povo; o Credcesta foi levado ao Banco Master por Augusto Lima, tornando-se ativo da instituição.
- Durigan disse que o escândalo do Master foi gestado durante a gestão do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (2019-2024), com autorização para Vorcaro tomar o controle do banco em 2019 e expansão até 2024.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira que acredita que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, conseguirá esclarecer os fatos e se defender na Justiça. A afirmação ocorreu após Wagner ser alvo de uma operação da Polícia Federal.
A PF cumpre mandados de busca e apreensão contra Wagner em uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades ligadas ao Banco Master e ao seu dono, Daniel Vorcaro. Um ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, também é alvo da ação.
Contexto da operação
A investigação apura supostos pagamentos de propina e a ocultação de vantagens indevidas por meio de uma empresa ligada a familiares de Wagner. O credenciamento do Credcesta, programa criado na Bahia quando Wagner era governador, e sua associação ao Banco Master são destacados pela PF como parte da estrutura investigada.
Durigan afirmou que a situação de Wagner é distinta de casos envolvendo mudanças no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), citando críticas a Ciro Nogueira, ex-ministro no governo anterior, que também está sob investigação relacionada ao tema. O ministro reforçou ainda que o escândalo envolvendo o Master teve origem durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central (2019-2024), com autorização de Vorcaro para assumir o controle do banco em 2019.
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