- A Polícia Federal deflagrou a operação Igapó, que investiga desvio de recursos públicos, organização criminosa e lavagem de dinheiro no Pará e no Distrito Federal, com 31 mandados de busca e apreensão.
- O deputado federal Antônio Doido (MDB-PA) é um dos alvos, e as buscas incluíram o apartamento funcional dele em Brasília.
- A ação resultou na apreensão de dinheiro em espécie e de celulares arremessados pela janela durante o cumprimento dos mandados.
- As investigações apontam fraudes em licitações, uso de emendas parlamentares e contratos públicos para pagar vantagens indevidas e ocultar patrimônio.
- Em dezembro, Doido teve decisão de inelegibilidade por oito anos confirmada pela Justiça Eleitoral do Pará, por abuso de poder político e uso indevido de recursos públicos para promoção pessoal; ele tentou disputar a prefeitura de Ananindeua em 2024, mas foi derrotado.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a operação Igapó, que mira suposto desvio de recursos públicos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em estados do Pará e do Distrito Federal. A PF informou que parte das ações ocorreu no apartamento funcional de um deputado federal em Brasília, onde foram apreendidos dinheiro e aparelhos que teriam sido arremessados pela janela durante a ofensiva.
As investigações apontam a atuação de uma organização criminosa com agentes públicos e privados, envolvida em fraudes em licitações para desviar verbas públicas. O montante desviado seria utilizado para pagar vantagens indevidas, ocultar patrimônio e manter recursos para campanhas eleitorais, segundo a PF. A operação também investiga o uso de emendas parlamentares e contratos públicos.
Quem é Antônio Doido
Antônio Doido, deputado federal pelo MDB do Pará, está no seu primeiro mandato, eleito em 2022 com pouco mais de 126 mil votos. Foi prefeito de São Miguel do Guamá entre 2017 e 2020. Em 2024, tentou a prefeitura de Ananindeua, mas não teve sucesso. Em 2024, a Justiça Eleitoral do Pará o tornou inelegível por oito anos, decisão que ainda cabe recurso.
Contexto e desdobramentos
A apuração envolve crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, crimes licitatórios e corrupção eleitoral. As investigações consideram uso de recursos públicos para promoção pessoal e influência sobre o eleitorado. A Polícia Federal não informou novos detalhes sobre prazos ou próximos passos das diligências. A defesa do deputado não respondeu até o momento.
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