- PF aponta relação de “confiança e lealdade” entre Macário Júdice Neto e o deputado Bacellar; destaque é diálogo de 30/11 pedindo ingressos para Flamengo x Ceará, em 3 de dezembro, no Maracanã.
- Ingressos seriam para o irmão e o sobrinho do desembargador; Bacellar disse que verificaria a carga exata e que não iria ao jogo.
- Defesa afirma que Moraes foi induzido ao erro e requer soltura imediata; Macário foi preso na Operação Unha e Carne 2, enquanto Bacellar já havia sido solto pela Alerj.
- PF aponta que a relação de intimidade e declarações de afeto indicam confiança entre as partes; investigação também envolve vazamento sigiloso da Operação Zargun.
- TH Joias foi alvo da Zargun, que prendeu TH Joias e mais 17 pessoas; Júdice Neto era o relator do processo contra TH Joias.
Um relatório da Polícia Federal (PF) ao STF aponta relação de “confiança e lealdade” entre o desembargador Macário Júdice Neto e o deputado Rodrigo Bacellar. Entre os elementos, destaca-se diálogo de 30 de novembro sobre ingressos para Flamengo x Ceará, previsto para 3 de dezembro no Maracanã, partida que ficou marcada pela vitória do Rubro-Negro por 1 a 0.
Segundo a PF, os ingressos seriam destinados ao irmão e ao sobrinho do desembargador. Bacellar teria respondido que verificaria a carga exata de entradas e afirmou que não iria ao jogo, dizendo que prefere acompanhar de casa. A interação é descrita no relatório encaminhado ao STF, que ressalta o tom de afeto entre as partes.
Investigação e prisões
A defesa de Macário afirma que ele foi induzido ao erro pela decisão de prisão. Diz ainda que não houve cópia da decisão, o que dificultaria o contraditório e a ampla defesa, e que pretende solicitar a soltura imediata. A prisão de Macário ocorreu na Operação Unha e Carne 2, segunda etapa da ação em que Bacellar foi preso no início deste mês, mas liberado pela Alerj.
A diligência também mira o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, que prendeu, em setembro, TH Joias e outras 17 pessoas suspeitas de ligação com facções criminosas. Macário Júdice Neto era relator do processo contra TH.
Contexto relacionado
A apuração envolve ainda a tentativa de identificação de links entre autoridades e estruturas criminosas, com foco no uso de informações sigilosas. A investigação segue para esclarecer o possível envolvimento de mais pessoas em ocorrências associadas a vazamentos de dados.
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