- Na eleição de Miami, a nova prefeita eleita é democrata, com 59% dos votos contra 41% do candidato apoiado por Trump.
- Em Indiana, 21 senadores republicanos e todos os 10 democratas rejeitaram o redistritamento proposto por Trump e que ele tentou impor.
- Há relatos de pressão da base e de ameaças, incluindo casos de “swatting”, relacionados ao apoio ou oposição a Trump.
- Trump fez um discurso de fim de ano defendendo austeridade, afirmando que houve queda de preços e aumento de salários, e sugeriu cortes de consumo.
- O posicionamento entre republicanos no Congresso tem se deslocado, com rejeição a propostas do ex-presidente e recuo de apoio a ações como o plano de checagens e outras medidas.
Na semana passada, em Miami, a nova prefeita eleita foi uma democrata, Eileen Higgins, que derrotou o candidato apoiado por Trump por 59% a 41%. A vitória coloca o Partido Democrata no comando da prefeitura pela primeira vez em quase 30 anos. A disputa ocorreu no contexto de apoio público ao ex-presidente e de tensões internas dentro do Republicanismo.
Em Indiana, o Senado estadual, com maioria republicana, rejeitou o redistritamento proposto por Trump. O projeto foi derrotado por 21 votos de senadores republicanos e pelos 10 democratas, que votaram contra. A derrota ocorre mesmo após pressão de integrantes do campo pró-Trump e ameaças de retaliação política.
Há relatos de pressão de base para apoiar ou derrubar Trump, incluindo boatos de ações de intimidação e ameaças de morte, usadas para influenciar decisões de legisladores. A comoção reflete um descontentamento crescente entre setores republicanos sobre o apoio ao ex-presidente e o futuro do partido.
Contexto político
A defesa da austeridade tem sido parte da retórica de Trump, com críticas a opositores e ao custo de vida. Trump afirma ter reduzido preços e aumentado salários, apesar de dados que indicam concentração de ganhos entre os mais ricos. A mensagem presidencial também tem enfrentado resistência de eleitores preocupados com a inflação e o poder de compra.
Em resposta, membros do establishment republicano têm se distancia, observando impactos potenciais nas eleições de meio de mandato. A trajetória recente sugere queda de apoio entre eleitores e legisladores, com consequências ainda incertas para alianças e candidaturas futuras.
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