- A deputada Carla Zambelli renunciou formalmente no domingo, catorze, abrindo passagem para Adilson Barroso tomar posse na segunda-feira, quinze.
- Adilson Barroso (PL-SP) assume a vaga na Câmara como primeiro suplente, após decisões judiciais que culminaram na perda do mandato de Zambelli.
- Zambelli permanece presa na Itália, aguardando decisão sobre extradição para o Brasil.
- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, anulou a votação da Câmara que mantinha o mandato da deputada, entendendo que a perda em casos com trânsito em julgado cabe ao Judiciário; decisão confirmada pela Primeira Turma.
- Barroso tem histórico no interior de São Paulo e é próximo à ala conservadora, mantendo alinhamento público com Jair Bolsonaro.
A renúncia da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi formalizada no domingo 14, abrindo passagem para Adilson Barroso (PL-SP) assumir a vaga na Câmara dos Deputados. A posse ocorre nesta segunda-feira 15, em meio a decisões judiciais que levaram à perda do mandato de Zambelli. Ela permanece presa na Itália, aguardando decisão sobre extradição.
O pedido de renúncia ocorreu após o STF, por meio da Primeira Turma, anular a votação da Câmara que mantinha o mandato. A corte entendeu que, em casos com trânsito em julgado de condenação criminal, cabe ao Judiciário decretar a perda do cargo. A decisão foi tomada por unanimidade.
Barroso já exerceu o mandato federal na atual legislatura, atuando como suplente. O titular volta ao cargo, o que permite a entrada do suplente na sequência de desdobramentos envolvendo Zambelli. O parlamentar pertence à ala conservadora, com vínculos públicos a Jair Bolsonaro.
Perfil de Adilson Barroso
Natural de Minas Gerais e radicado em São Paulo, Barroso começou na política como vereador em Barrinha (SP). Foi vice-prefeito do município e deputado estadual entre 2003 e 2010. Também integrou a fundação do PEN, atual Patriota, antes de migrar ao PL em 2021.
Empresário, Barroso disputou as eleições de 2022 pelo PL e tornou-se o primeiro suplente no estado. Ele é visto como defensor de pautas conservadoras e mantém alinhamento público com Bolsonaro. Retorna ao Congresso em meio à crescente polarização entre os Poderes.
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