- Contagem especial de quase 2.800 atas com falhas será auditada pelos partidos; o processo ainda não começou e tem prazo até 30 de dezembro.
- Nasry Asfura tem vantagem de menos de dois pontos percentuais sobre Salvador Nasralla, diferença de cerca de 42 mil votos.
- Donald Trump apoia Asfura e autorizou indulto ao ex-presidente Juan Orlando Hernández, que cumpre pena nos Estados Unidos; há acusações de interferência externa.
- Conselho Nacional Eleitoral sinaliza atas com inconsistências; logística está pronta e os partidos devem enviar seus delegados para a auditoria.
- Não houve violência significativa; Forças Armadas asseguram a transferência de poder em 27 de janeiro; a candidata de esquerda Rixi Moncada não reconhece os resultados.
O resultado da eleição presidencial de Honduras permanece sem definição duas semanas após o pleito de 30 de novembro. Nasry Asfura, conservador apoiado por Donald Trump, lidera com menos de 2 pontos percentuais de vantagem sobre Salvador Nasralla, candidato de direita. O CNE anunciou que quase 2.800 atas com inconsistências serão auditadas, após interrupções por falhas informáticas durante a apuração.
A contagem ficará a cargo dos próprios partidos, que devem enviar seus delegados. A presidente do CNE, Ana Paola Hall, afirmou que a logística está pronta, mas ainda não houve início formal do processo de auditoria. A diferença entre os candidatos gira em torno de 42 mil votos, segundo dados disponíveis.
Situação atual e próximos passos
O processo terá prazo até 30 de dezembro para concluir a auditoria das atas com indícios de irregularidades. Nasralla acusa fraude e afirma que as atas em revisão representam milhares de votos. O apoio de Donald Trump a Asfura tem sido destacado por autoridades hondurenhas como fator relevante na corrida.
O anúncio do indulto a Juan Orlando Hernández, ex-presidente do país, por parte de Washington, também alimenta o debate sobre a legitimidade do processo eleitoral. Xiomara Castro, atual presidente, sustenta que houve interferência externa e irregularidades que configurariam golpe eleitoral, mantendo postura de não reconhecer resultados até que haja clareza nas apurações.
Em Tegucigalpa e outras cidades, a população permanece cautelosa. O comércio local segue estável, com temores de violência contidos até o momento. Forças de segurança reforçam a transição de poder prevista para ocorrer em 27 de janeiro, independentemente do desfecho oficial da contagem.
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