- José Antonio Kast venceu a segunda volta com 58,3% dos votos (95% apurados) e será o presidente de Chile, sucedendo Gabriel Boric.
- A candidata Jeannette Jara, da esquerda, recebeu 41,7%, o pior resultado do progressive desde a redemocratização em 1990, e reconheceu a derrota.
- Kast se torna o primeiro dirigente de direita extrema a chegar a La Moneda desde a ditadura de Pinochet, com mandato de quatro anos.
- Ele anuncia governo de emergência com foco em segurança, migração irregular e redução de gastos públicos.
- O resultado sinaliza um giro conservador no país, ampliando o desafio à institucionalidade e à agenda de crescimento econômico, em meio a preocupações com violência e migração.
José Antonio Kast foi eleito presidente do Chile em 2025, segundo dados com 95% de escrutínio. O candidato de direita recebeu 58,3% dos votos, derrotando Jeannette Jara, da esquerda, que somou 41,7%. O pleito ocorreu neste domingo em todo o país.
Kast, advogado de 59 anos e líder do Partido Republicano, assume o cargo em março de 2026. O resultado marca a primeira vez que uma figura associada à linha mais extremista chega a La Moneda desde a transição democrática. A vitória amplia o giro conservador no continente.
Jara reconheceu a derrota e chamou a população a manter o trabalho pela melhoria de vida. O pleito mostrou forte apoio a Kast entre setores que apoiaram mudanças constitucionais na última década. O cenário político chileno aponta para maior tensão entre opositores e governo.
O vencedor prometeu um governo de emergência com foco em segurança, controle migratório e redução de gastos. A proposta inclui corte de 6500 milhões de dólares no orçamento, sem detalhar o desenho das medidas.
A apuração indicou vantagem de Kast sobre Jara em todos os grandes colégios eleitorais, com vantagem de aproximadamente 17 pontos percentuais. A disputa ocorreu em meio a preocupações com crime, migração e crescimento econômico.
Especialistas avaliam que o resultado reflete desgaste das forças tradicionais desde o estallido social de 2019. A leitura não implica aprovação unânime de um projeto político específico, mas sinaliza mudança de percepção pública sobre segurança e ordem.
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