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Custos de moradia na Europa lembram nova pandemia, alerta prefeito de Barcelona

Prefeitos europeus pressionam a UE por plano de habitação e fundo de cerca de €300 bilhões/ano para moradia social, com participação direta de governantes locais

Thousands gathered in central Barcelona in April to demand lower housing costs and an end to evictions.
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  • A União Europeia deve apresentar, nesta terça, o seu primeiro plano de habitação, após consultas a especialistas, partes interessadas e ao público.
  • Prefeitos de dezoito cidades, liderados por Barcelona, defendem criar um fundo de habitação acessível similar ao NextGenerationEU, com mobilização de pelo menos €300 bilhões por ano.
  • O objetivo é ampliar investimentos públicos e privados em moradia social e acessível, com participação direta de governantes locais na decisão.
  • Dados da Eurostat mostram aumento de 48% nos preços das casas na UE entre 2010 e 2023 e 22% de alta nos aluguéis no mesmo período; quase 1 em cada 10 europeus gasta 40% ou mais da renda disponível com moradia.
  • O grupo Mayors for Housing reúne 17 prefeitos que representam mais de 20 milhões de habitantes, defendendo que a crise de moradia não seja ignorada pela UE.

A crise de custos de moradia ganha tom de prioridade europeia. A UE se prepara para apresentar seu primeiro plano de habitação, e 17 prefeitos, liderados por Jaume Collboni, de Barcelona, defendem a criação de um fundo de habitação acessível. A operação miraria mobilizar cerca de €300 bilhões por ano, com participação direta de governantes locais nas decisões.

A aliança Mayors for Housing reuniu prefeitos de cidades como Paris, Roma, Atenas, Amsterdã, Bolonha e Budapeste para cobrar ações convincentes da Comissão Europeia. A assinatura de compromissos políticos já estimulou debates sobre financiamento e governança da habitação na agenda comunitária.

Os líderes locais argumentam que o problema é grave e não pode mais ser ignorado. Segundo eles, o custo de moradia elevado corrói igualdades, afeta o tecido social e pode favorecer movimentos anti-sistema. O grupo representa mais de 20 milhões de cidadãos.

Plano da UE e participação local

A União Europeia deverá apresentar, nesta terça-feira, o seu primeiro plano de habitação, após consultas com especialistas, atores e o público. A expectativa é estruturar recursos para habitação social e acessível, com controle local no processo decisório.

Os prefeitos defendem a criação de um fundo semelhante ao NextGenerationEU, para financiar investimentos urbanos em habitação. Entre as metas está facilitar moradia para jovens, famílias trabalhadoras e a classe média urbana, com ações também em imóveis para aluguel social.

Dados da Eurostat apontam alta de 48% nos preços de moradias na UE entre 2010 e 2023, e um aumento de 22% nos aluguéis no mesmo período. Até 2023, quase 10% da população gastava 40% ou mais da renda disponível com moradia, com variações entre países.

Para Collboni, o papel da UE é impedir que a crise seja explorada por populistas e preservar o direito de os cidadãos permanecerem nas cidades. Ele enfatiza que as instituições precisam priorizar a permanência, assim como defendem a mobilidade de capital e pessoas.

A iniciativa também contaria com a participação de autoridades locais em etapas decisivas, buscando incorporar experiências urbanas reais. A abordagem visa reduzir a desigualdade e ampliar o acesso à moradia estável sem depender apenas de políticas nacionais.

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