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Israel ataca Irã após Trump dizer que Teerã busca acordo

Israel ataca o Irã após Trump dizer que Teerã busca acordo; Irã responde com ataques a Israel e região do Golfo, elevando a crise e a volatilidade dos mercados

Iraniana acompanha notícias ao celular em Teerã – foto: AFP
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  • Israel lançou ataques contra várias regiões do Irã nesta quinta-feira, 26, poucas horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Teerã quer alcançar um acordo.
  • O Irã foi atingido em uma ofensiva de larga escala, incluindo a cidade central de Isfahan; ataques com mísseis iranianos acenderam sirenes em Tel Aviv e em partes de Jerusalém.
  • Trump disse que há negociações, mas as autoridades iranianas negam qualquer intenção de negociar; o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país não pretende negociar.
  • Diplomacia segue em curso com tentativas de canais alternativos: Paquistão teria apresentado um plano americano de quinze pontos; a China disse ver um raio de esperança em sinal de abertura.
  • No mercado, o barril Brent ficou acima de cem dólares; a escalada envolve disputas no Golfo, com ataques aéreos e drones entre regiões, além de tensões ligadas ao Estreito de Ormuz.

Israel lançou ataques contra várias regiões do Irã na quinta-feira, 26, horas depois de Trump afirmar que Teerã busca um acordo para encerrar a guerra, embora o governo iraniano negue publicamente. A ofensiva ocorre no contexto de um conflito que já dura quatro semanas e tem impactos regionais.

O Exército israelense informou ter realizado ataques em larga escala, incluindo a cidade central de Isfahan. O Irã, que tem sido alvo de bombardeios quase diários desde o início do confronto, sofreu ações de retaliação com mísseis que acenderam sirenes em Tel Aviv, em áreas de Jerusalém e no centro de Israel.

Na noite anterior, Trump disse que há negociações com o Irã, mas que Teerã teme admiti-las para não enfrentar represálias internas. O governo iraniano rejeitou publicamente a abertura de negociações, segundo declarações oficiais.

As intenções diplomáticas foram intensificadas nos últimos dias, com relatos de um plano americano de 15 pontos para interromper os combates, apresentado ao Irã por meio do Paquistão. Fontes governamentais indianas indicaram envio do plano, mas o Irã não aceitou a proposta, segundo a imprensa iraniana.

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, declarou que sinais de possível abertura para negociações representam um raio de esperança para a paz, em meio a esforços diplomáticos internacionais.

Represálias no Golfo

O Irã continua seus ataques de retaliação contra Israel e países do Golfo, que deveriam atuar como plataformas para ações norte-americanas. Arábia Saudita afirmou ter interceptado pelo menos 18 drones; Emirados Árabes Unidos reportaram ataques com mísseis e drones; Bahrein afirmou incêndios provocados pela agressão iraniana, sem detalhar as causas.

O Kuwait confirmou um novo ataque com mísseis e drones, um dia após um drone atingir um tanque de combustível e provocar incêndio no aeroporto internacional. No Líbano, o Hezbollah, aliado do Irã, intensificou lançamentos para vingar a morte do líder supremo iraniano, ocorrido no começo do conflito.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a criação de uma zona de segurança ampliada no sul do Líbano, buscando limitar ações inimigas ao longo da fronteira. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pleiteou a interrupção dos confrontos.

Mercados e cenários

Com a chegada de mais tropas americanas à região, o Irã ameaçou abrir uma nova frente de batalha no Mar Vermelho, caso haja invasão terrestre dos EUA. Em resposta, pode bloquear o Estreito de Bab el-Mandeb, segundo informações de fontes militares não identificadas.

O preço do petróleo Brent subiu cerca de 1%, mantendo-se acima de 100 dólares o barril, diante da incerteza sobre o fluxo de comércio na região. A possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz permanece como fator de risco para mercados globais.

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