- Mary Beard, em seu livro sobre o Partenon, afirma que não há documento que comprove sua função de templo ou seu uso durante o século V a.C., quando Atenas era o centro do mundo ocidental.
- O texto lembra que a primeira cerimônia religiosa registrada foi uma missa de um bispo bizantino no século XII e que o edifício também já serviu como mesquita.
- O livro cita que trechos do discurso fúnebre de Pericles, registrado por Tucídides, foram usados em ônibus de Londres na Primeira Guerra Mundial para simbolizar valores democráticos.
- Trechos falam da necessidade de abertura a estrangeiros e da defesa da liberdade, e o texto traça relação entre esses valores europeus e o papel da União Europeia diante de migrações e xenofobia.
- O texto comenta a situação atual com a Rússia e com Estados Unidos sob Trump, menciona a crise de 2003 na invasão do Iraque e aponta que a cúpula em Bruxelas pode confirmar a defesa de princípios europeus, como solidariedade e apoio à Ucrânia.
Mary Beard, em seu livro El Partenón, questiona o uso original do templo mais conhecido da Europa. Segundo a autora, não há documentos que comprovem que o Partenón tenha sido um templo ou indiquem seu uso na Atenas do século V a.C. A obra é tradução de Silvia Furió, Crítica, 2025.
No texto, Beard aponta que a primeira cerimônia religiosa documentada ocorreu em pleno século XII, quando um bispo bizantino celebrou uma missa. Ao longo da narrativa, o Partenón aparece ainda como mosaico de funções, inclusive como mesquita em diferentes épocas.
Mudanças de tema
Beard também relembra trechos do discurso fúnebre de Pericles, registrado por Tucídides. A autora observa como frases associadas a valores democráticos foram usadas em contextos diversos, inclusive como símbolo de identidade europeia.
O livro discute ainda o papel da Europa e da União Europeia diante de migrações e da diversidade. O texto ressalta a defesa da liberdade e da hospitalidade aos estrangeiros como pilares históricos, mesmo diante de crises contemporâneas.
Contexto político e históricos
A obra cita debates sobre xenofobia e perseguições a minorias ao longo da história europeia. Em paralelo, o texto analisa a relação entre Europa, Estados Unidos e movimentos nacionalistas, destacando como crises alimentam narrativas de risco externo e internal.
O artigo sublinha que a história do Partenón não precisa ter um único significado estável. Contudo, os princípios de abertura, solidariedade e direitos humanos são apresentados como base constante para a União Europeia e para democracias modernas.
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