- Os EUA representavam cerca de 30% da ajuda total a Ucrânia entre fev/2022 e dez/2024, somando aproximadamente 110 bilhões de euros, enquanto os aliados europeus contribuíram com cerca de 227 bilhões de euros.
- O orçamento de 2026 prevê déficit público de 48,726 bilhões de euros, equivalente a 18% do PIB, indicando maior endividamento.
- A proposta de confiscar ativos russos para levantar cerca de 130 bilhões de euros entre 2026 e 2027 está em discussão, com debates sobre riscos legais que frearam a iniciativa.
- A ajuda externa deve cair para cerca de 57% dos gastos públicos em 2025; a UE já destinou 50 bilhões de euros em um plano de emergência para Ucrânia.
- O governo ucraniano and Zelenski ressaltam que, sem esse dinheiro de ativos congelados, pode haver dificuldades para sustentar o funcionamento do país, especialmente diante de perdas populacionais e inflação.
O Ministério das Finanças da Ucrânia apresentou o orçamento para 2026, projetando déficit público de 48,7 bilhões de euros, equivalente a 18% do PIB. A necessidade de recursos cresce diante de restrições de apoio externo e da busca por financiamento por vias alternativas.
Entre as causas do déficit está a dependência de recursos externos para cobrir gastos adicionais provocados pela guerra, que, segundo estimativas, devem manter-se elevadas mesmo com o apoio europeu. O governo admite incertezas sobre a fonte de financiamento necessária para equilibrar as contas.
A análise de organismos independentes aponta que a ajuda externa pode recuar, com estimativas de queda para 57% do gasto público adicional em 2025. Esse cenário aumentaria a pressão para reduzir déficits ou buscar novas formas de captação.
Os EUA estão no foco dessa discussão, uma vez que o país reduziu o ritmo de apoio financeiro, militar e humanitário desde o início da administração atual, moldando o cenário de financiamento para a Ucrânia.
O esforço econômico ucraniano tem como prioridades o funcionamento do Estado e a sustentação do front. Em 2026, o orçamento para defesa permanece elevado, priorizando salários de tropas e operações de segurança, espectro em torno de 26% do PIB.
A gestão de ativos congelados da Rússia aparece como possível ferramenta de financiamento. A ideia é consolidar um empréstimo de cerca de 130 bilhões de euros para 2026-2027, com base em ativos confiscados, embora haja ressalvas legais que freiam a iniciativa.
Ecônomos e autoridades de Kyiv destacam impactos demográficos e econômicos. A população em idade produtiva recuou significativamente, e a taxa de natalidade permanece baixa. O orçamento prevê crescimento moderado da economia em 2025 e 2026, porém com dificuldades de longo prazo.
Segundo dados do CES (Centro para a Estratégia Econômica), a ajuda externa respondeu por cerca de 74% do gasto público adicional em 2024, caindo para estimadas 57% em 2025. A recuperação econômica permanece gradual, com foco em infraestrutura, educação e saúde.
O governo projeta reajustes salariais no setor público para 2026, com aumentos no salário mínimo e maior investimento em educação e ciência. A sanção de fundos congelados da Rússia é citada como elemento crítico para manter serviços públicos e o funcionamento do estado.
Zelenski afirmou em declarações públicas que a viabilidade financeira de Kyiv depende do apoio europeu por meio de empréstimo financiado com ativos russos congelados. Líderes europeus teriam se comprometido a buscar uma solução que garanta continuidade do financiamento.
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