- Donald Trump afirmou ter pedido a Xi Jinping a consideração pela libertação de Jimmy Lai, condenado por acusações de segurança nacional em Hong Kong.
- Lai, fundador do tablóide pró-democracia Apple Daily, foi considerado culpado de três acusações e pode enfrentar prisão por tempo indeterminado.
- Trump disse ter feito o pedido a Xi durante conversa, mas não revelou quando ocorreu.
- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que a condenação mostra a determinação da China em silenciar defensores da liberdade de expressão e pediu libertação por razões humanitárias.
- Lai, 78 anos e diabético, tem a saúde deteriorada na prisão desde 2020, e familiares afirmam que ele quer ficar com a família e dedicar a vida a Deus e aos entes queridos.
Donald Trump afirmou que pediu a Xi Jinping a libertação de Jimmy Lai, empresário de Hong Kong, após a condenação dele por acusações de segurança nacional. O mandatário disse ter apresentado o pedido durante conversa com Xi, sem indicar data exata.
Lai, fundador do tablóide pró-democracia Apple Daily, foi considerado culpado em um julgamento de segurança nacional e pode passar a vida inteira na prisão. O veredito ocorreu em Hong Kong, país administrado pela China. Lai tem 78 anos e é diabético.
Trump já havia mencionado a possibilidade de libertação antes de retornar à Casa Branca, após encontro com Xi em outubro, na Coreia do Sul. Em mensagem no X, o assessor de relações externas Marco Rubio comentou que a condenação mostra determinação de silenciar defensores da liberdade de expressão.
Reações internacionais e pedidos de clemência
Rubio afirmou que o caso demonstra a persecução contra direitos básicos e pediu, por razões humanitárias, a libertação de Lai. Países, organizações e grupos de direitos humanos condenaram a condenação, ressaltando danos à imprensa e à dissidência.
A filha de Lai, Claire Lai, pediu a libertação do pai e disse à Associated Press que ele prefere ficar próximo à família e dedicar a vida a Deus, se libertado. Claire ressaltou que Lai não é homem que atenta contra a lei.
Lai foi preso em 2020 e já estava detido por mais de 1.800 dias antes do veredito de segunda-feira. A condenação ocorre no contexto de um aperto da China sobre Hong Kong após os protestos de 2019.
O caso também reabre o debate sobre o compromisso de Pequim com o sistema jurídico de Hong Kong e com promessas de autonomia feitas antes da transferência de 1997. Entidades internacionais acompanham o desdobramento.
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