- O Pentágono não divulgará o vídeo completo do ataque de 2 de setembro no Caribe, alegando política de classificação e top secret.
- O ataque matou dois sobreviventes que se agarravam aos destroços de um barco em chamas, gerando acusações de possível crime de guerra e dúvidas sobre a legalidade da campanha.
- A ofensiva dos EUA contra a Venezuela já resultou em mais de vinte embarcações atingidas, com pelo menos noventa mortos, segundo Washington; o mais recente ataque atingiu três embarcações e deixou oito mortos.
- Parlamentares de ambos os lados trabalham em resoluções de poderes de guerra para impedir ações contra a Venezuela sem autorização do Congresso; as votações ainda não estão definidas.
- Aliados de Trump divergem: alguns defendem a legalidade das ações, enquanto outros criticam a justificativa e o alcance da campanha.
O Pentágono não vai tornar público o vídeo completo do ataque de setembro no Caribe, que deixou duas pessoas mortas ao agarrar-se aos destroços de um barco em chamas. A informação foi veiculada por Pete Hegseth, nesta terça-feira.
O ataque faz parte da campanha dos EUA contra a Venezuela, liderada pelo governo de Donald Trump, que já envolveu explosões a embarcações acusadas de transportar drogas, a apreensão de um cargueiro e ameaças de novas ações contra o presidente Nicolás Maduro. Especialistas legais questionam se houve crime de guerra ao matar os sobreviventes do primeiro ataque aéreo.
Democratas solicitam a divulgação do vídeo da operação de 2 de setembro, enquanto o governo enfrenta críticas sobre transparência. Hegseth informou que não divulgará o vídeo na íntegra durante a sessão classificada com senadores, incluindo Marco Rubio, e que haverá uma exibição para membros das comissões de defesa da Câmara e do Senado na quarta-feira.
Além disso, o secretário de Estado afirmou, após a reunião, que o vídeo não seria mostrado por questões de classificação. Os parlamentares presentes disseram que o material não foi exibido durante o briefing, que tratou apenas de trechos do ataque anterior.
A ofensiva já atingiu mais de 20 embarcações no Caribe e no Pacífico leste desde o início da campanha, no começo de setembro, segundo o Comando Sul dos EUA. Ao todo, o governo sustenta ter matado pelo menos 90 pessoas que considerou traficantes.
Em meio às ações, legisladores de ambos os partidos discutem resoluções de poder para impedir a continuidade de hostilidades contra a Venezuela sem autorização do Congresso. A votação pode ocorrer ainda esta semana, sem garantias de apoio suficiente entre os Republicanos.
Alguns aliados de Trump, que participaram do briefing, defenderam as operações como juridicamente fundamentadas, destacando a necessidade de interdição de navios suspeitos de tráfico. Outros, como Rand Paul, questionaram a legitimidade e a moralidade dos ataques contra pessoas desarmadas.
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