- Autoridades israelenses responsabilizam o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, por incentivar condições que levaram ao ataque em Bondi, ao reconhecer o Estado palestino e permitir manifestações contra a Gaza.
- Netanyahu e o ministro de Exteriores, Gideon Saar, afirmam que slogans pró-Intifada usados na Austrália não são liberdade de expressão e alimentam ataques.
- Netanyahu relembrou uma carta enviada há quatro meses ao premiê australiano, criticando a política dele por incentivar terrorismo e antisemitismo; o premiê também pediu o Estado palestino.
- O premiê israelense pediu aos judeus no mundo que considerem emigrar para Israel, onde teriam cidadania automática; ele citou o risco de novos ataques.
- O Conselho de Segurança Nacional de Israel orientou judeus no exterior a evitar grandes celebrações de Hanucá sem proteção, enquanto Sydney continua sob like ataque antissemitista; 27 pessoas permanecem hospitalizadas, seis em estado grave, entre as vítimas de 10 a 87 anos.
O governo de Israel responsabiliza o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, pelo ataque em Bondi, em Sydney, que deixou 15 mortos durante celebração judaica. A acusação envolve políticas australianas que teriam incentivado manifestações contra a Gaza e reconhecido o Estado palestino.
Israel afirma que slogans pró-Intifada contribuíram para o ataque. O chefe da pasta das Relações Exteriores, Gideon Saar, criticou Penny Wong, ministra das Relações Exteriores da Austrália, e divulgou uma carta de Netanyahu ao premiê australiano, datada de quatro meses atrás, apontando incentivos ao terrorismo e ao anti-semitismo.
Reagentes e contexto local
Netanyahu chamou atenção para a possível emigração de judeus para Israel, sugerindo que o país seria o lugar mais seguro. O premiê também destacou que o Estado de Israel, com apoio das Forças de Defesa, é responsável pela defesa do povo judeu.
Um vídeo mostrado por Netanyahu apresentou um homem que teria retirado uma arma de um atacante, descrito como judeu, mas identificado pela imprensa como Ahmed el Ahmed, de origem síria e muçulmano. O episódio foi usado para ilustrar o heroísmo judaico, segundo a fala de Netanyahu.
Segurança e desdobramentos
O Conselho de Segurança Nacional de Israel emitiu alertas de viagem e orientou evitar grandes celebrações de Hanucá sem proteção adequada. A orientação também recomenda precaução em sinagogas e centros judaicos, diante de riscos de imitadores.
No Brasil, o ataque gerou cobranças diplomáticas e debates sobre segurança de comunidades judaicas em eventos públicos. A polícia australiana informou que 15 pessoas morreram no ataque, enquanto outras 27 permanecem hospitalizadas, com seis em estado grave.
Reação internacional e pública
O primeiro-ministro australiano expressou solidariedade à comunidade judaica, afirmando que o antissemitismo é uma lacra a ser eradicada. Em Sydney, vigílias foram realizadas para prestar respeito às vítimas, com participação de representantes da comunidade judaica local.
Entre na conversa da comunidade