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Cinco momentos-chave contra os direitos de mulheres e meninas em 2025

Após a posse de Trump, cortes de ajuda e políticas anti-direitos afetam saúde reprodutiva global, aumentando riscos e consequências para mulheres e meninas

An HIV-positive woman in the Kibera slum in Nairobi, Kenya. HIV/Aids programmes in Africa have been severely affected by the cuts to USAID.
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  • Desde o início do segundo mandato de Trump, a saúde global, especialmente a sexual e reprodutiva, enfrenta ataques e cortes de recursos.
  • Em março, o congelamento da USAID levou ao anúncio de eliminação de cerca de 83% dos programas, gerando condenação de diplomatas, ex-presidentes e especialistas em saúde.
  • Grupos cristãos conservadores realizaram conferência em Nova York paralelamente à Assembleia Geral da ONU, defendendo mudanças nas políticas de gênero e aborto.
  • Conferências na África, com apoio de figuras anti-direitos, destacaram valores familiares tradicionais e estreitaram laços com aliados dos EUA e da Europa.
  • Em julho, o governo norte-americano anunciou planos de destruir 10 milhões de dólares em contraceptivos estocados na Bélgica, o que afetaria milhões de mulheres e meninas em cinco países africanos.

Desde o início do segundo mandato de Donald Trump, em janeiro, políticas de saúde global, especialmente a sexual e reprodutiva, têm sido alvo de pressões. Organizações de direitos das mulheres prevêem impactos severos.

Em março, seis semanas após o congelamento da USAID, Marco Rubio confirmou o fim de 83% dos programas da agência. Diplomatas, ex-presidentes e especialistas alertaram que pessoas morreriam. Direitos humanos denunciaram ataque a planejamento familiar.

O impacto não é apenas financeiro: várias organizações destacam que mulheres e meninas serão desproporcionalmente afetadas, principalmente em áreas de conflito. Dados parciais apontam a necessidade de maternidade com menos acesso.

Mudanças de tema

No âmbito global, Reino Unido e Holanda, grandes financiadores de planejamento familiar após os EUA, também anunciaram cortes. Críticos citam decisões para agradar grupos cristão-direita e posições anti-diretas de gênero.

Em Nova York, conferências de grupos cristão-direita coincidiram com a reunião da UN Women. Enquanto isso, o secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu sobre o ressurgimento de barreiras aos direitos das mulheres.

Conferências africanas a favor de valores familiares, com participação de figuras anti-direitos, aumentaram a pressão sobre políticas de igualdade. Encontro em Entebbe e conferência em Nairóbi reuniram apoiadores estrangeiros.

Novo ciclo de ações

No meio do ano, a Igreja Mórmon sediou em Serra Leoa a conference de fortalecimento familiar, vista por defensores de direitos reprodutivos como plataforma anti-LGBTQ e anti-gênero. A presença internacional aumentou.

Em julho, a administração anunciou planos de destruir 10 milhões de dólares em contraceptivos estocados na Bélgica. O IPPF pediu que as peças fossem destinadas às suas equipes; ONG ofertaram compra, mas o governo manteve a recusa.

Gag rule e expansão

A retomada da global gag rule continua sendo prática de mandato republicano. Trump reativou-a já na primeira semana de governo e aderiu à Declaração Geneva Consensus. Em outubro, houve anúncio de expansão para governos e organizações multilaterais.

Especialistas alertam que a ampliação pode reduzir a assistência a países da África e condicioná-la a políticas anti-direitos. Detalhes sobre a expansão devem surgir no início de 2026.

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