- Zelenski revelou estar disposto a aceitar proteção equivalente ao Artigo 5 da OTAN, em vez de entrar na aliança, como parte das garantias de defesa.
- Em Berlim, o chanceler Friedrich Merz recebeu Zelenski e emisários de Donald Trump, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner, para avançar nas negociações.
- As negociações tratam de estabelecer uma zona desmilitarizada em Donbass e de obter garantias de segurança que tornem possíveis concessões territoriais.
- A UE pode decidir, ainda nesta semana, o uso de ativos russos congelados para ajudar a Ucrânia, como parte das discussões em curso.
- A presença de Witkoff e Kushner é vista como sinal de negociações sérias, com foco em evitar acordos que possam excluir a Ucrânia e a Europa.
Volodímir Zelenski reuniu-se em Berlim com Friedrich Merz e emisários norte-americanos para tratar de garantias de defesa e possíveis concessões territoriais. O encontro ocorreu na capital alemã, em meio a negociações que envolvem Estados Unidos, União Europeia e Rússia. A pauta incluiu proteção equivalente ao artigo 5 da OTAN e a criação de uma zona desmilitarizada em Donbass.
Merz posiciona-se como líder europeu, buscando firmeza diante de pressões de Washington e Moscou. Além de Zelenski, participaram Steve Witkoff, aliado próximo de Donald Trump, e Jared Kushner, filho do ex-presidente, sinalizando que as negociações avançam com interlocutores de alto peso político.
Segundo relatos, as conversas giraram em torno de uma eventual garantia de defesa que substitua a entrada formal da Ucrânia na OTAN. Zelenski afirmou, antes da viagem, estar aberto a proteção comparável ao artigo 5, desde que haja salvaguardas de segurança cujas garantias venham de Europa e EUA.
Repercussões e próximos passos
A reunião ocorre a poucos dias de decisão da UE sobre o uso de ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia. A presença de Witkoff e Kushner é interpretada como indicativa de uma postura séria de negociação, apesar de ceticismo entre autoridades europeias.
Especialistas ressaltam que o tema da desmilitarização em Donbass é central, com possível limitação de capacidades defensivas da Ucrânia em troca de garantias de segurança. Observadores apontam que avanços dependem de alinhamento entre EUA, UE e aliados.
Contexto estratégico
A discussão envolve também cenários de rearmamento europeu, com menção à possível reintrodução da obrigatoriedade do serviço militar na região. Analistas destacam que as dinâmicas entre Trump, Putin e Zelenski influenciam diretamente as negociações em Berlim.
O desafio persiste: assegurar que qualquer concessão permaneça acompanhada de garantias robustas para evitar nova escalada. As autoridades aguardam posicionamentos oficiais da UE para a próxima fase das tratativas.
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