- O australiano McEvoy quebrou o recorde mundial dos 50 metros livre, com o tempo de 21s25, tornando-se o nadador mais rápido de todos os tempos na prova.
- A conquista o aponta como campeão olímpico em Paris 2024 nos 50 m livre e soma dois títulos mundiais seguidos: 2023, em Fukuoka, e 2025, em Singapura.
- Com a quebra, o Brasil deixa de ter recordes mundiais vigentes, em piscina longa ou curta.
- O feito encerra o ciclo iniciado por Cesar Cielo, dono de um dos recordes mais duradouros da modalidade.
- O contexto histórico envolve a era dos supermaiôs, proibidos pela Federação Internacional de Natação, que passou a exigir trajes têxteis e regras mais rígidas para velocidade e flutuação.
McEvoy quebra recorde mundial dos 50 m livre, encerrando a marca histórica de Cesar Cielo após 16 anos. O feito transforma o australiano no nadador mais rápido de todos os tempos na prova, encerrando a era dos recordes vigentes do Brasil no atletismo aquático. O marco ocorre após o atleta do país anfitrião vencer o ouro olímpico em Paris 2024 com 21s25 e somar dois títulos mundiais, em 2023 e 2025.
A conquista substitui o recorde de Cielo, conhecido por manter a melhor marca dos 100 m livre por 13 anos, até ser superado em 2022. Com o novo tempo, McEvoy assume a liderança histórica da prova, enquanto o Brasil passa a não deter nenhum recorde mundial vigente em piscina longa ou curta.
O resultado marca o fim de um ciclo no qual a natação brasileira se destacou por recordes históricos. A partir da quebra, não há mais registro de marcas mundiais em competição masculina sob a bandeira brasileira. A disputa segue com foco em novas gerações e análises sobre o cenário global da modalidade.
O fim da era dos “supermaiôs”
A lembrança do recorde de Cielo em 2009 remete ao uso dos chamados supermaiôs, trajes proteicos que contribuíam com flutuação e velocidade. A inovação tecnológica, associada a grande parte dos recordes da época, levou a mudanças rápidas nas regras da Fina logo após o período.
Desde então, apenas trajes têxteis são permitidos, com restrições para não favorecer velocidade, flutuação ou resistência. Em masculino, nadadores podem usar apenas sungas e bermudas; em feminino, maiôs não podem ultrapassar a altura dos joelhos.
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