- Haroldo Costa morreu aos 95 anos neste sábado, no Rio de Janeiro; a família confirmou a morte em seu perfil oficial.
- Era jornalista, ator, compositor, produtor e diretor de rádio e televisão, tendo passage pela Rádio MEC e pela antiga TVE, atual TV Brasil.
- Ficou conhecido por comentar desfiles das escolas de samba, foi pesquisador da cultura afro-brasileira e integrou o corpo de jurados da premiação Estandarte de Ouro, além de atuar na Liga Independente das Escolas de Samba.
- Foi o primeiro ator negro a atuar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em Ofeu da Conceição, produção com cenário de Oscar Niemeyer e cartaz de Carlos Scliar.
- Salgueiro e Mangueira lamentaram a perda; tributos de várias personalidades foram publicados e não há, ainda, informação sobre velório ou sepultamento.
Haroldo Costa morreu aos 95 anos neste sábado, 13, no Rio de Janeiro. A família confirmou o falecimento em perfil oficial nas redes sociais. O jornalista, ator, compositor, produtor e diretor deixa uma trajetória ligada ao carnaval e à cultura afro-brasileira.
Costa teve passagem pela Radio MEC e pela TVE, hoje TV Brasil, veículos públicos da EBC. Ao longo de décadas, atuou como comentarista de desfiles das escolas de samba e integrou quadros de jurados de premiações ligadas ao samba no Rio.
Entre as colaborações, destacou-se como pesquisador da cultura afro-brasileira e atuante no carnaval carioca. Foi integrante de júris da Liga Independente das Escolas de Samba e participou da premiação Estandarte de Ouro, do Jornal O Globo.
Sua atuação também ganhou reconhecimento institucional. A Estação Primeira de Mangueira e o Salgueiro, duas tradicionais escolas, lamentaram a perda e destacaram a importância de Costa para o carnaval e a cultura negra.
A trajetória de Haroldo Costa começou no Teatro Experimental do Negro, fundado por Abdias do Nascimento. Posteriormente, integrou o grupo que divulgou a cultura brasileira em turnê internacional chamada Brasiliana, presente em 25 países.
Como ator, Costa protagonizou Ofeu da Conceição, peça de Vinicius de Moraes com colaboração de Tom Jobim, marcando a primeira atuação de um artista negro no Theatro Municipal do Rio sob cenários de Oscar Niemeyer.
Ao longo dos anos 60, migrou para a radiodifusão, dirigindo e apresentando programas na MEC, Mayrink Veiga e TV. Entre eles, o Balcão Nobre e o Estampas Brasileiras, além de Mosaico Panamericano, com música latina.
No campo da historiografia, publicou quinze livros, incluindo obras sobre o Salgueiro, como Salgueiro: Academia do Samba e Salgueiro: 50 anos de Glória, referência no estudo das escolas de samba.
Personalidades e autoridades enfatizaram a importância de Costa. Deputados, historiadores e líderes culturais reconheceram sua contribuição para o samba, a cultura negra e a educação artística no Brasil.
Até o momento, não houve divulgação de velório ou sepultamento pela família, que informou o falecimento por meio de seu perfil nas redes. A confirmação ocorreu neste fim de semana no Rio de Janeiro.
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