- Brasil é uma das operações de crescimento mais rápidas da Mars Wrigley, dona de M&M’s, Snickers, Twix e Skittles, segundo a general manager Adriana Hartmann.
- Adriana Hartmann lidera a divisão de chocolates, balas e snacks no país desde abril de 2023.
- A cultura de capital fechado e o modelo relacional da Mars ajudam a explicar o desempenho brasileiro.
- Em agosto de 2024, a Mars anunciou a aquisição da Kellanova (Pringles, Pop‑Tarts) por US$ 36 bilhões, com aval regulatório recente; a entrevista foi realizada antes da conclusão formal.
- Hartmann ressalta o estilo de gestão da empresa, como “hard on business, soft on people”, e os princípios de qualidade, responsabilidade, mutualidade, eficiência e liberdade.
Brasil virou um dos pilares de crescimento da Mars Wrigley, fabricante de M&M’s, Snickers, Twix e Skittles. A operação local ganhou fôlego nos últimos anos, segundo Adriana Hartmann, que comanda a unidade brasileira desde abril de 2023. A gestão com capital fechado, sob controle da família Mars, é apontada como chave para a expansão.
A executiva ressalta a importância de manter uma cultura de ambiente leve, com liderança próxima e pouca hierarquia. A estratégia no Brasil é guiada por cinco princípios da empresa: qualidade, responsabilidade, mutualidade, eficiência e liberdade. A marca busca simples comunicação interna e entrega eficiente de resultados para sustentar o crescimento.
Aquisição da Kellanova
Em agosto de 2024, a Mars anunciou a compra da Kellanova, dona das marcas Pringles e Pop‑Tarts, por 36 bilhões de dólares. A negociação recebeu aprovação regulatória no fim da semana anterior à entrevista, ainda não concluída do ponto de vista formal no momento das falas. A transação destaca o movimento de consolidação no setor de alimentos.
Hartmann descreve o modelo organizacional da Mars como crucial para atravessar volatilidade. Ela cita o lema de gestão: “estratégia simples, comunicação clara e foco em entregas”. A liberdade gerencial estaria condicionada ao desempenho, conforme a executiva.
Liderança e operação local
A executiva enfatiza o desafio de montar equipes adequadas e motivadas, com conversas francas. Encontrar o time certo, segundo ela, é fundamental para manter rebeldia responsável e questionar o status quo com responsabilidade. A liderança mira decisões ágeis com apoio de estruturas regionais e globais, voltadas a mercados específicos.
A Mars mantém autonomia local, com relação mais relacional que processual. Hartmann afirma que esse modelo facilita ajustes rápidos e decisões ágeis diante de mudanças de mercado. A Mars atua com suporte dedicado em investimentos, tecnologia e talentos sempre que necessário.
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