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Moody’s alerta ameaça real de recessão nos EUA em meio à guerra com o Irã

Moody’s Analytics eleva projeção de recessão dos EUA para 48,6%, perto do pico, com tensões no Irã e alta do petróleo elevando riscos

Alguns economistas alertaram que a economia dos Estados Unidos seria capaz de absorver o impacto da guerra com o Irã
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  • Moody’s Analytics elevou a projeção de recessão dos EUA para 48,6%, perto do pico anterior de 49%, com o economista-chefe destacando que os riscos de recessão estão “desconfortavelmente altos e em ascensão”.
  • Goldman Sachs aumentou a probabilidade de recessão nos próximos doze meses para 30% e reduziu o crescimento do PIB deste ano para 2,1%, citando inflação mais alta e petróleo em alta, mas avaliando que a recessão ainda é improvável.
  • Wilmington Trust estima 45% de chance de recessão, acima dos 40% projetados pela EY-Parthenon, com o economista-chefe alertando que a probabilidade pode subir rapidamente se a guerra se prolongar, e que a inflação pode chegar a 5%.
  • Plataformas de mercado indicam 35% de chance de recessão até o fim de 2025 pela Polymarket e 32,6% pela Kalshi, com variações após mensagens de paz do presidente dos EUA.
  • Dados econômicos recentes mostram revisão do crescimento do quarto trimestre de 2025 para 0,7%, petróleo alto e risco de impacto na inflação; o Federal Reserve aponta maior resiliência da economia frente custos de energia, embora o desemprego esteja em 4,4% em fevereiro.

A Moody’s Analytics elevou a projeção de recessão nos Estados Unidos para 48,6%, citando riscos crescentes com a guerra no Irã. O rascunho anterior ficava próximo de 49%. A avaliação ressalta que a tensão aumenta as pressões inflacionárias, principalmente pelos preços do petróleo.

Analistas do Goldman Sachs também ajustaram as perspectivas, com 30% de chance de recessão nos próximos 12 meses, diante de inflação mais alta e petróleo em patamar elevado até abril. Ainda assim, o banco vê a possibilidade de uma recessão como improvável.

O Wilmington Trust elevou a probabilidade para 45%, acima dos 40% projetados pela EY-Parthenon, sinalizando que o cenário pode piorar se o conflito se prolongar. O economista-chefe Gregory Daco destacou a possibilidade de inflação chegar perto de 5%.

Outras projeções variam: a Polymarket aponta 35% de chance de recessão até o fim de 2025, após declarações de paz do presidente Donald Trump. A Kalshi registra 32,6%, próximo de um pico anterior ao início do mês.

O que é recessão foi explicado pelo NBER, que considera queda disseminada da atividade económica por prazos mais longos. O Departamento de Comércio revisou para baixo o crescimento do quarto trimestre de 2025, de 1,4% para 0,7%.

Para Mark Zandi, o cenário ainda não é recessão, mas a economia já está frágil. Ele afirma que petróleo a US$ 125 por barril no segundo trimestre poderia aproximar a economia da retração, mantendo tensões altas no mercado.

Situação no consumo e próximos capítulos

A percepção do consumidor oscilou: a prévia da Universidade de Michigan para março mostrava otimismo antes da guerra, que recuou na semana seguinte. A leitura final de março sai em 27 de março.

O Conference Board deve divulgar o índice de confiança em 31 de março, com expectativa de queda após uma recuperação no começo de 2025. Mesmo com desemprego em 4,4% em fevereiro, o mercado de trabalho não sinalizou recessão imediata.

Diversos analistas destacam que o petróleo alto pode derrubar a economia, se manter acima de níveis históricos por longos períodos. O Fed já alertou que o custo de energia é fator de risco, mas a economia está mais resiliente.

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