- Em 2025 o mercado de luxo e super luxo no Brasil dobrou de tamanho; o VGV lançado atingiu R$ 37,1 bilhões e o VGV vendido ficou em R$ 34,3 bilhões.
- São Paulo liderou os lançamentos, com 3.668 unidades; o VGV lançado foi de R$ 21,3 bilhões, e o segmento de luxo representou 35% do total de VGV lançado na cidade.
- O Rio de Janeiro tornou-se o mercado mais caro, com o Leblon atingindo R$ 63.373 por metro quadrado; lançamentos passaram de 715 para 1.274 e o VGV vendido chegou a R$ 3,26 bilhões.
- O litoral norte de Santa Catarina desponta como polo de superluxo, com projetos como Senna Tower e Bravo Residences, mostrando preços elevados e forte interesse de investidores.
- Mesmo com juros altos, o luxo atua como ativo de proteção patrimonial, mantendo maior liquidez e absorção diante da demanda da alta renda.
O mercado de luxo e superluxo imobiliário no Brasil manteve o ritmo de expansão em 2025, com o VGV lançado chegando a 37,1 bilhões de reais e o VGV vendido em 34,3 bilhões. Os dados são da Brain Inteligência Estratégica e destacam São Paulo como principal polo de lançamentos, enquanto o Rio de Janeiro concentra os preços mais altos por metro quadrado.
O crescimento ocorre mesmo com juros elevados e demanda concentrada em capital de alto poder aquisitivo. O volume de unidades lançadas subiu 85% no país, de 4.255 para 7.880, e as vendas cresceram 45,5%, totalizando 6.798 unidades comercializadas. O litoral norte de Santa Catarina emerge como novo polo de superluxo.
O estudo aponta que o Nordeste apresenta equilíbrio entre oferta e demanda, enquanto o Sul demonstra concentração de valor, com destaque para Florianópolis. O Rio, por sua vez, registra o metro quadrado mais caro do país, elevando Leblon a 63.373 reais por m².
SP domina lançamentos e VGV
Em São Paulo, os lançamentos passaram de 1.819 para 3.668 unidades, mais que dobrando. O VGV lançado subiu de 8,6 bilhões para 21,3 bilhões, refletindo tíquete médio mais alto e projetos de alto padrão. As vendas atingiram 3.138 unidades, com VGV vendido de 20,2 bilhões.
O segmento de luxo representou 35% do VGV lançado na capital, fortalecendo SP como referência no setor. O bairro Vila Nova Conceição manteve o metro quadrado mais caro, em 44.882 reais, com valorização anual alta.
Rio de Janeiro: preço do m² em evidência
O Rio manteve o impulso com escassez de produto e valorização. Entre janeiro e setembro de 2025, lançamentos passaram de 715 para 1.274 unidades, com VGV lançado de 1,71 bilhão para 5 bilhões. Vendas cresceram pouco, mas o VGV vendido quase dobrou, para 3,26 bilhões.
O Leblon cravou o metro quadrado em 63.373 reais, consolidando o Rio como o mercado mais caro. A valorização do superluxo, acima de 40% em um ano, reforça o apelo patrimonial da região.
Nordeste e Sul ganham relevância regional
Nordeste registrou avanço estruturado: unidades lançadas passaram de 1.020 para 1.694, com VGV lançado de 3,4 bilhões para 5,4 bilhões. As vendas ficaram em 1.560 unidades, com VGV vendido de 5,1 bilhões.
Na região Sul, o número de lançamentos ficou em 1.244, frente a 701 em 2024, com VGV lançado de 5,38 bilhões. Vendas somaram 1.312 unidades, e VGV vendido chegou a 5,78 bilhões. Florianópolis destacou-se pelo metro quadrado do Sul no segmento superluxo, acima de 38 mil reais.
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