- Três senadores democratas enviaram cartas a Google, Microsoft, Amazon e Meta, além de operadores CoreWeave, Digital Realty e Equinix, pedindo mais transparência, compartilhamento de custos e responsabilidade sobre os centros de dados. O prazo para resposta é 12 de janeiro de 2026.
- Eles afirmam estar alarmados com relatos de que centros de dados elevam as contas de energia residenciais, citando aumentos de até 267% em regiões com intensa atividade.
- A Agência de Informação de Energia (Energy Information Administration) aponta que a fatura média de eletricidade nos EUA subiu 7% ano a ano até setembro; especialistas destacam que centros podem representar até 12% do consumo do país até 2028.
- Os legisladores querem informações sobre o número atual e projetado de centros, consumo de energia, ações para evitar repasse de custos aos consumidores e quais incentivos fiscais ou pagamentos a lobistas/consultores foram recebidos.
- Empresas responderam de forma desigual: Digital Realty disse estar aberto ao diálogo; Google, Amazon, Meta e Microsoft não comentaram; estudos sobre impactos ambientais e hídricos relacionados aos centros de dados continuam a gerar debate.
Três senadores democratas dos EUA anunciaram nesta terça-feira que investigam se grandes empresas de tecnologia repassam o aumento dos custos com energia de centros de dados aos consumidores. Os parlamentares enviaram cartas a Google, Microsoft, Amazon e Meta, além de CoreWeave, Digital Realty e Equinix, pedindo transparência e responsabilidade. O prazo para resposta é 12 de janeiro de 2026.
Segundo os relatos, o crescimento acelerado de centros de dados elevou as tarifas de energia em áreas com forte atuação do setor. Os autores destacam que algumas regiões registraram alta de até 267% nos últimos cinco anos e citam dados da Energy Information Administration sobre o aumento de 7% na conta média de luz das famílias, em território nacional.
As cartas solicitam informações sobre o número atual e projetado de centros, consumo energético e medidas para evitar o repasse de custos aos consumidores. Questionam ainda incentivos fiscais locais, pagamentos a lobistas e contratos com empresas de consultoria para construção de centros.
Contexto e impactos
Os autores apontam que a expansão rápida de IA pode exigir grandes investimentos em transmissão de energia, com centros capazes de consumir energia suficiente para abastecer milhares de residências. Estudo do Department of Energy indica que esses centros podem responder por até 12% do consumo nacional até 2028.
A própria indústria sustenta que nem todos os efeitos são lineares. Pesquisas indicam que alguns centros podem reduzir preços médios da energia em determinados cenários, enquanto outros estudos destacam custos ambientais, como consumo de água e emissões. As cartas listam exemplos de empresas que defendem menos ônus público, mas resistem a regulações locais.
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