- O Índice de Atividade Econômica (IBC‑Br) caiu 0,2% em outubro, na comparação com setembro, dados dessazonalizados do Banco Central.
- Foi o segundo mês seguido de queda, após recuo de 0,19% em setembro, com-surpresa do mercado.
- A indústria e o setor de serviços puxaram a redução; o agronegócio teve resultado positivo, impulsionado pela safra de milho.
- A política monetária mantém os juros no maior patamar em quase vinte anos, contribuindo para o desaquecimento da atividade.
- O indicador acompanha a divulgação do PIB do terceiro trimestre, sugerindo continuidade dos efeitos monetários sobre setores mais sensíveis.
O produto interno brasileiro iniciou o quarto trimestre com queda inesperada. Dados do Banco Central mostram que o IBC-Br caiu 0,2% em outubro, na comparação com setembro, após revisão sazonal. O resultado confirma o segundo mês seguido de retração e reforça o desaquecimento da atividade.
A leitura do dado aponta para contribuição negativa de indústria e serviços, em meio a juros no maior nível em quase 20 anos. Economistas esperavam leve alta, o que sinaliza que a política monetária continua impactando setores mais sensíveis aos custos de crédito.
Por outro lado, o agronegócio teve desempenho positivo, impulsionado pela safra de milho. Analistas destacam que esse setor mantém desempenho acima do esperado, ajudando a sustentar parte do PIB apesar da fraqueza registrada em outras atividades.
Desempenho por setores
A indústria foi apontada como um dos principais motores da queda, seguida pelo setor de serviços, conforme o indicador dessazonalizado. O BC aponta que o efeito dos juros elevados tende a pressionar investimentos e consumo em segmentos mais sensíveis.
O agronegócio se manteve em terreno positivo, atribuível ao desempenho da safra de milho. A leitura do IBC-Br continua a refletir, de forma consolidada, a conjuntura de juros altos e a transição de atividades na economia brasileira.
O BC não divulgou revisões relevantes para o próximo mês, e a leitura atual reforça a percepção de continuidade do desaquecimento da atividade econômica, condicionada pela política monetária e pelo ambiente externo.
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