- Sotheby’s projeta vendas globais de 2025 em cerca de US$ 7 bilhões, alta de 17% ante o ano anterior, impulsionada por recorde de Klimt em leilão, de US$ 236,3 milhões.
- Christie’s deve faturar US$ 6,2 bilhões no total em 2025, alta de 6%; leilões públicos somam US$ 4,7 bilhões, +8% em relação a 2024.
- O segundo semestre de 2025 mostrou crescimento de 26% nas vendas totais em comparação com o mesmo período do ano anterior em ambas as casas.
- Vendas privadas continuam fortes: representam 24% da receita na Christie’s e 17% na Sotheby’s, mantendo impulso desde a pandemia.
- O segmento de luxo cresce para as duas casas, com Sotheby’s em 22% (US$ 2,7 bilhões) e Christie’s em 17% (US$ 795 milhões); Christie’s destacou recordes privados entre as top três vendas.
A. Christie’s e Sotheby’s anunciaram hoje, após dois anos de mercado em baixa, que projetam crescimento de receita total para 2025. As casas de leilões, privadas, não divulgaram detalhes de lucro. Sotheby’s aponta total global de cerca de US$ 7 bilhões, frente a US$ 6 bilhões no ano anterior, alta de 17%.
O desempenho é impulsionado por uma temporada forte em Nova York em novembro, com Sotheby’s registrando o recorde de venda de arte moderna mais cara já arrematada, a obra Portrait of Elisabeth Lederer (1914-16) de Klimt, por US$ 236,3 milhões. A arrecadação pública soma US$ 5,7 bilhões, alta de 26% ante o ano passado. Christie’s projeta US$ 6,2 bilhões de faturamento, crescimento de 6%.
Resultados por Casa
Entre as casas, a Christie’s aponta US$ 4,7 bilhões em leilões públicos, alta de 8% anual. O segundo semestre de 2025 mostra expansão de 26% nas vendas totais em relação ao mesmo período de 2024. Sotheby’s registra parecido impulso no segundo semestre, com alta similar. Ambos destacam robustez das vendas privadas nos últimos anos.
A participação de vendas privadas segue firme em ambas as casas, reflexo de clima incerto que favorece negociações fora do escrutínio público. Em Christie’s, privadas representam 24% da receita total; em Sotheby’s, 17%. As casas mostraram crescimento comparado ao período pré-pandemia, com Christie’s recebendo US$ 1,5 bilhão em privadas em 2025, ante US$ 0,8 bilhão em 2019.
Tendências de Luxo e Divergências Geográficas
O segmento de luxo, incluindo bolsas, relógios e joias, também impulsionou os números. Sotheby’s registrou 22% de crescimento no segmento, totalizando US$ 2,7 bilhões, enquanto Christie’s chegou a US$ 795 milhões, alta de 17%. Em dezembro, a Sotheby’s realizou a Abu Dhabi Collectors’ Week, com US$ 133,4 milhões em vendas de automóveis, imóveis, relógios, joias e bolsas.
A Christie’s detalha que 20º e 21º séculos foram o segmento mais valorizado, com US$ 2,8 bilhões, e Old Masters teve o maior ganho, 24%, atingindo US$ 182 milhões, potencialmente impulsionado pela venda recorde de Canaletto em Londres, em julho. Já Asia Pacific registrou queda de 3% nas despesas de compradores.
Perspectivas e Próximos Passos
A Christie’s enfatiza a recuperação de confiança no mercado e o desempenho estável ao longo do ano, com primeiro semestre sólido e segundo mais competitivo. Sotheby’s, tradicionalmente divulga dados completos apenas após o fechamento de trimestre, e manterá detalhes de vendas por categoria e região para a próxima semana.
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